martes, 4 de agosto de 2020

Juan Carlos I, um líder antes que um rei / Francisco Poveda *

Juan Carlos I é um rei, um Chefe de Estado, o chefe de uma dinastia, da Casa Real espanhola e comandante-em-chefe do Exército. Mas, sobretudo, é o líder do corpo social de um país com muita história. Nenhum país pode funcionar sem um líder, se entendermos a função como uma influência sobre a maioria. E ele há sido, indiscutivelmente, o lide da Espanha durante 32 dos seus 70 anos, em uma nação pouco monárquica apesar de ter sido quase sempre, e historicamente desde 1492, uma monarquia unitária. E antes um conjunto de monarquias peninsulares de todos tipos, sortes e destinos.
" O já longo reinado de Juan Carlos I está sendo uma das épocas de maior esplendor e progresso do país "

A Espanha, um país de vales e montanhas, é um local de muito difícil gestão. Depois de um mais que turbulento século XIX e um século XX que apontava para superá-lo para o pior, o já longo reinado de Juan Carlos I está sendo uma das épocas de maior esplendor e progresso do país, só equiparável ao governo de seu parente direto Carlos III no século XVIII. E democrático ao estilo saxão ou escandinavo. 

Em um momento em que, pela idade do rei e o tempo ocupando o trono, começa-se a fazer balanços, e alguns na Espanha, desde a direita mais conservadora e a esquerda mais extrema, aproveitam para questionar a legitimidade da instituição, convém refletir sobre a necessidade, ou não, de prescindir de uma liderança tão popular e garantidora para os espanhóis. Nenhum monarca na história contemporânea da Espanha esteve tão perto do povo. 

Juan Carlos I demonstrou ser peça fundamental numa engrenagem constitucional complexa, ainda que consensual, reformável e dificilmente substituível agora por outra menos equilibrada e solidária. Agora por agora, o rei é a garantia de liberdades públicas reais e não só formais, da sobrevivência da Espanha como tal e em sua diversidade, da moderação na vida pública, da defesa nacional na qualidade de vértice das Forças Armadas e da política externa. Que líder em nossa história reuniu sequer a metade destas qualidades todas? 

O monarca segue sendo, apesar da sua idade e tempo no trono, o garantidor também da própria instituição monárquica. Enquanto viva e mantenha seu juízo são, não parece possível convulsão alguma no sistema, apesar de ser o espanhol, todavia, um povo imprevisível. Nenhuma plutocracia à espreita parece ter o que fazer quanto a isso. Tampouco há a vista alguma figura política com suficiente estatura de estadista e capacidade de agregação bastante para propor a sério, e ao destino, uma mudança da monarquia à república na Espanha.
" Não são poucos, nem pouco ambiciosos, os políticos que estão esperando seu momento de ser presidente de uma nova república após a morte do rei "


Inclusive, se após Juan Carlos I se proclamasse a III República, seria uma estupidez e uma torpeza política tentar apagar os sinais visíveis de seu longo reinado, numa vã tentativa de retificar a história "a posteriori". Isso porque não são poucos, nem pouco ambiciosos, alguns políticos de certo perfil, de direita e de esquerda, que estão esperando seu momento de ser presidente de uma nova república após a morte do rei. Seus nomes estão nas mentes de todos e um deles é, até hoje, sem vergonha, conselheiro de Estado em exercício. 

Não nos enganemos: alguns deles já movem desde já as forças da mídia desde fora da Espanha para que se produzam ataques, ainda que sutis, a Juan Carlos na imprensa internacional, e isso não parece furto da casualidade nem da conjuntura. Esses ataques respondem a interesses alheios à opinião pública da Espanha e aos espanhóis. Seu objetivo imediato é a erosão da figura do rei justamente num ponto de inflexão causado por sua idade, seu estado de saúde e o estresse inerente da sua alta responsabilidade. 

Também estão surgindo livros e textos que desprestigiam o herdeiro de Juan Carlos. E temos ouvido e visto programas de rádio e televisão dentro da Espanha cujo objetivo não parece ser o de favorecer a liderança do rei, chegando-se inclusive a pedir sua abdicação, como se estivéssemos diante de um outro Fernando VII. Demasiadas coincidências no tempo e demasiados impacientes esperando seu momento para, eventualmente, ocuparem a Chefia do Estado. 

Mas o futuro ainda não está escrito e Juan Carlos ainda traz consigo poderosa força de inércia para que alguém tente parar a seco a monarquia. Uma grande porcentagem dos espanhóis não conheceu outro líder. Já outra grande parte sabe, agradecida, que ele está cumprindo seu papel histórico com tato, discrição, grande diligência e muita dignidade. E segue sendo, no momento, ínfima a minoria que está propondo alternativas em vida ao próprio rei, o que deixa ainda mais difícil a situação de um príncipe das Astúrias pouco entusiasmado com o cargo, mas também tomado pelo dever dinástico ao alcançar 40 anos, casar e ser pai duas vezes.
" O tempo do futuro Felipe VI não terá nada a ver com o de Juan Carlos I, embora a Espanha continue essencialmente a mesma "


O próprio rei sabe das dificuldades que seu herdeiro terá para conservar o trono. Mas pior era sua situação ao ganhá-lo por consenso em novembro de 1975. No fim, a questão será a mesma: demonstração de utilidade e capacidade de liderança. E independência de grupos de interesse no que será então uma democracia telemática, para qual o rei carece de planos. O tempo do futuro Felipe VI não terá nada a ver com o de Juan Carlos I, embora a Espanha continue essencialmente a mesma. 

Por mesma me refiro à dificuldade de gestão do país. Quando seus dirigentes não foram muito capazes de entender-la, fracassaram de pronto. Hoje ninguém discute que a república é uma forma de governo mais abrangente e moderna (se mais democrática, ainda estamos por ver), mas a monarquia constitucional não deixa a dever na capacidade de gerar bem-estar para o cidadão, do Pacífico ao Báltico. O que ainda está por demonstrar é se a república resultará mais idônea para um país de tanta complexidade e atormentada história como a Espanha. 

Ficou demonstrado historicamente que só com fortes lideranças é possível o progresso da Espanha com unidade na diversidade. Nossa característica individualista não deixa muito lugar para decisões colegiadas, condicionadas, compartilhadas ou vazias de conteúdo. A moderação é, em nosso caso, uma condição e uma necessidade. E parece que a pode sustentar melhor uma autoridade neutra de longa projeção no tempo que outra submetida a revalidação periódica ou a interesses partidaristas do momento. 

Nossa transição política tem sido um modelo, mas só da perspectiva da nossa história recente desde meados do século XIX. Apesar do pacto pela não ruptura, tivemos episódios trágicos. Agora estão mais claros os erros e acertos da fórmula, mas a monarquia não pode ser em nenhum caso o bode expiatório de um "neo-franquismo" que resiste a sucumbir nas mãos da História ou de uma Igreja dominada por uma corrente integralista alheia ao Catolicismo espanhol. 

A Juan Carlos I temos que julgar o que fez como rei desde 1976 e não o que fizeram o que dele se utilizaram após a vitória da democracia sobre o totalitarismo em 1945. Se a reforma política de 1978 encerra necessárias rupturas, a sua foi a primeira como condição "sine qua non" para legitimá-lo no começo de seu reinado e para mostrar estar à altura do cargo após a tentativa de golpe militar de fevereiro de 1981. Por suas mãos, a Espanha entrou na União Européia em 1986 depois de décadas de tentativas vãs e recuperou os parâmetros democráticos perdidos em 1936 com a eclosão da Guerra Civil.
" Monarquia ou república é um debate em que se deve pesar a haveres e deveres de cada sistema de governo "

O agora tão admirado por todos Adolfo Suárez foi por Juan Carlos escolhido, que lhe deu cobertura e deixou agir segundo a conveniência de ambos. Mesmo a incomum duração da permanência de Felipe González no Palácio de La Moncloa foi alheia à intenção do monarca de consolidar uma democracia para todos. Só por isso o rei da Espanha merece, no seu aniversário de 70 anos, a gratidão dos cidadãos por evitar a repetição de episódios que, novamente, nos fizessem sentir envergonhados como espanhóis perante o mundo. 

Monarquia ou república é um debate em que se deve pesar a haveres e deveres de cada sistema de governo segundo nossa própria experiência e a do nosso entorno para vermos se vale à pena provar a mudança apenas pela própria mudança. É uma questão de calcular o risco e pesar o preço desta decisão se se quer apresentar essa possibilidade algum dia. 

Em uma democracia consolidada, como a que nos deixa Juan Carlos I, é até cabível propor prescindir justamente de quem a fez possível com sua liderança. A soberania reside desde 1978 nos espanhóis porque o monarca recusou ser cúmplice e vértice de uma ditadura institucional com aparência de democracia no primeiro momento e depois renunciou poderes civis executivos com a posterior Constituição. Essa é sua grandeza e seu enorme mérito. 


(*) Francisco Poveda é jornalista e professor universitário espanhol



(Publicado em 'O Globo', Brasil, 4 de Janeiro de 2008)

lunes, 3 de agosto de 2020

Juan Carlos I se autoexilia, sentencia la Transición y deja a su suerte una Monarquía hoy a la deriva con Felipe VI


MADRID.- El Rey Juan Carlos ha comunicado a Felipe VI su decisión de trasladar su residencia fuera de España. Según relata Zarzuela en un comunicado, el Rey Emérito recuerda que hace un año decidió expresar su voluntad de dejar de desarrollar actividades institucionales y que ahora, "ante la repercusión pública que está generando ciertos acontecimientos pasados" de su vida privada, ha decidido trasladarse fuera de España.

"Es una decisión que tomo con profundo sentimiento, pero con gran serenidad", explica Juan Carlos I, justificando su decisión "para contribuir a facilitar el ejercicio" de las funciones de su hijo como Jefe de Estado.
En su carta, el padre del Rey alude sin mencionarlo al caso de las supuestas donaciones de Arabia Saudí no declaradas a Hacienda, una investigación que arrancó en Suiza y que está estudiando la Fiscalía del Supremo.
"Con el mismo afán de servicio a España que inspiró mi reinado y ante la repercusión pública que están generando ciertos acontecimientos pasados de mi vida privada, deseo manifestarte mi más absoluta disponibilidad para contribuir a facilitar el ejercicio de tus funciones, desde la tranquilidad y el sosiego que requiere tu alta responsabilidad. Mi legado, y mi propia dignidad como persona, así me lo exigen.
Hace un año te expresé mi voluntad y deseo de dejar de desarrollar actividades institucionales. Ahora, guiado por el convencimiento de prestar el mejor servicio a los españoles, a sus instituciones y a ti como Rey, te comunico mi meditada decisión de trasladarme, en estos momentos, fuera de España.
Una decisión que tomo con profundo sentimiento, pero con gran serenidad. He sido Rey de España durante casi cuarenta años y, durante todos ellos, siempre he querido lo mejor para España y para la Corona.
Con mi lealtad de siempre. Con el cariño y afecto de siempre, tu padre."
Ante esta carta, el Rey Felipe ha transmitido a su padre "su sentido respeto y agradecimiento ante su decisión".
"El Rey desea remarcar la importancia histórica que representa el reinado de su padre, como legado y obra política e institucional de servicio a España y a la democracia; y al mismo tiempo quiere reafirmar los principios y valores sobre los que ésta se asienta, en el marco de nuestra Constitución y del resto del ordenamiento jurídico", subraya el comunicado de Zarzuela.

Matices de su abogado

El Rey Juan Carlos ha comunicado este lunes que permanece a disposición de Fiscalía, que investiga si cobró alguna comisión por la adjudicación del AVE a La Meca a empresas españolas en 2011, "para cualquier trámite o actuación que considere oportuna" tras decidir trasladar su residencia fuera de España.
Así lo ha afirmado su abogado Javier Sánchez-Junco, en un comunicado que se ha emitido justo después de conocerse la carta que ha remitido el rey emérito al Rey Felipe VI, en la que ha comunicado su decisión de trasladar su residencia.
"Su Majestad el Rey Don Juan Carlos me ha dado instrucciones para que haga público que, no obstante su decisión de trasladarse, en estos momentos, fuera de España, permanece en todo caso a disposición del Ministerio Fiscal para cualquier trámite o actuación que considere oportuna", reza el comunicado.

Una televisión portuguesa asegura que está en Estoril 

El rey Juan Carlos podría encontrarse en Portugal tras haber anunciado este lunes su decisión de abandonar España. Según la televisión portuguesa TVI24, el emérito español se encontraría en Estoril, en el municipio de Cascais.
Estoril ha sido un enclave importante en la vida del ex monarca y su familia. Allí fue exiliado su padre, Juan de Borbón, y en este lugar pasó el emérito su infancia.
Sin embargo, la institución de la Corona no ha informado del nuevo lugar de residencia del emérito, que según ha adelantado en la noche de este lunes la televisión portuguesa podría tratarse de Estoril.


Doña Sofía se queda en Zarzuela 

La decisión del rey Juan Carlos de irse a vivir fuera de España no va a suponer ningún cambio en la situación de la reina Sofía, que va a mantener su residencia en el Palacio de la Zarzuela y a proseguir con su actividad institucional, como venía haciendo desde el relevo en la trono hace seis años.
La madre de Felipe VI, que se encuentra de vacaciones en el Palacio de Marivent de Palma, ha quedado al margen de la controversia al no tener relación con los presuntos negocios en los que pudo participar el rey emérito.
Don Juan Carlos y doña Sofía llevan distanciados en el plano sentimental desde hace varios años, si bien han mantenido la residencia en Zarzuela al ser miembros de la familia real tras la abdicación.
La decisión del anterior monarca de retirarse de la esfera pública en junio del pasado año tampoco afectó a la reina Sofía, ni a su agenda oficial. Doña Sofía siempre ha representado una referencia para Felipe VI y así lo ha reconocido en público en varias ocasiones.
La última fue en diciembre de 2018, en el homenaje por el 40 aniversario de la Constitución, cuando ensalzó "el apoyo permanente y comprometido" de su madre un mes después de cumplir 80 años.
En mayo de 2017, también le expresó su "reconocimiento y admiración" por "el gran ejemplo" que ella suponía y por la "humanidad y compromiso" demostrados en favor de los más desfavorecidos.
Debido a la pandemia, doña Sofía ha visto recortada su agenda en lo que va de año, en el que sólo ha tenido media docena de actos oficiales, entre ellos, la veneración del Cristo de Medinaceli y el concierto de las víctimas del Holocausto, todos ellos protagonizados antes del estado de alarma.
Desde entonces, sólo se la ha visto dos veces, en sendas reuniones del patronato de la Fundación Reina Sofía en Zarzuela, fuera del programa institucional, rodeada de sus colaboradores más cercanos y protegida con mascarilla.
El primer encuentro tuvo lugar el 3 de junio y el último, el 14 de julio, en plena tormenta por las noticias publicadas sobre don Juan Carlos.
Desde la abdicación, el papel de doña Sofía ha menguado, aunque, además de su actividad como parte de la familia real, ha seguido mostrando su lado más solidario, apoyando iniciativas como la del combate contra los residuos plásticos en el mar.
Su momento más delicado lo vivió en abril de 2018 en la catedral de Palma, cuando protagonizó un desencuentro con la reina Letizia al querer fotografiarse con sus nietas Leonor y Sofía.
Antes de la retirada pública del rey Juan Carlos hace un año, doña Sofía protagonizó algunos actos con él que llegaron a interpretarse como una reconciliación del matrimonio, si bien no tuvieron continuidad.
Entre estos encuentros, hubo algunos eventos con amigos, como cuando fueron a la boda del tenista Rafael Nadal en Mallorca en octubre de 2019 o a su academia en la isla unos meses antes. Durante 2020, sólo se la vio con Juan Carlos I a comienzos de año en el entierro y el funeral de la hermana mayor de éste, la infanta Pilar de Borbón, y en el de la viuda del que fue primer presidente de las Cortes tras la reinstauración de la monarquía, Torcuato Fernández-Miranda.
Como acostumbra a hacer cada verano, la reina Sofía ya se encuentra en el Palacio de Marivent de Palma, adonde llegó hace unos días con su hija mayor, la infanta Elena, y su hermana, la princesa Irene. Su hermana es su gran apoyo moral desde hace varios años y quien suele a acompañarla a actos públicos, además de residir con ella en Zarzuela parte del año.
Con ella viajó a Atenas a principios de febrero para asistir a la presentación de los diarios de su madre, la reina Federica, junto con su otro hermano, Constantino.

La fuga de Juan Carlos I / José Antich *

En 1931, hace ahora algo menos de 90 años, Ramón María del Valle-Inclán, tras conocer la marcha de Alfonso XIII camino del exilio, con un botín considerable que hoy equivaldría a unos 75 millones de euros, escribió: “Los españoles han echado al último de los borbones, Alfonso XIII, no por rey, sinó por ladrón”.

Estamos en 2020, un 3 de agosto, inicio de vacaciones de verano muy marcadas por el coronavirus y su nieto Juan Carlos I acaba de dejar pequeño el affaire protagonizado por Alfonso XIII. 

Igual que su abuelo, acaba de emprender el camino del exilio, con una fortuna más que considerable que el The New York Times cifró, en 2014, en unos 2.300 millones de dólares. El Campechano, como ha acabado siendo tratado coloquialmente el rey emérito, huye de España cuando se empiezan a abrir las causas de corrupción que le afectan muy especialmente pero con ramificaciones de diversa índole en el conjunto de la família real.

Es, evidentemente, un golpe a la monarquía española que no tiene parangón desde que fue reinstaurada al frente de la jefatura del Estado hará, dentro de unos meses, 45 años.

¿Está tocada de muerte la institución? Probablemente sí ya que aunque los movimientos del deep state con Juan Carlos I hace tiempo que tienen por objeto, sobre todo, proteger a Felipe VI, es evidente que la dimensión de los sucesivos escándalos de corrupción, su conocimiento de los mismos e incluso su presunta implicación en el reparto del dinero le convierten en una pieza que ya no es imposible de capturar por los partidarios de acabar con la monarquía.

La fragilidad de Felipe VI queda explicitada en un escueto comunicado de su Casa en el que da cuenta de que su padre le ha dirigido una carta en la que nada se dice de su renuncia al título de rey emérito mientras él le muestra su sentido respeto y agradecimiento ante su decisión de exiliarse.

Juan Carlos I destaca que “he sido rey de España durante casi cuarenta años y, durante todos ellos, siempre he querido lo mejor para España y para la Corona”, a lo que su hijo apuntilla la importancia histórica del reinado de su padre “como legado y obra política e institucional de servicio a España y a la democracia”. Ningún comentario sobre el motivo real de su huida.

Toda una tradición en la etapa moderna de relación entre España y los Borbones. En 1854, María Cristina de Borbón, reina consorte de Fernando VII, fue expulsada por ladrona; en 1868, su hija Isabel II se fue al exilio, además de por la ausencia de estabilidad política y su complicada vida amorosa por el robo de unas alhajas de la Corona. Antes marcharon Carlos IV y el ya citado Fernando VII. Y, más recientemente Alfonso XIII, el último Borbón que reinó hasta que llegó Juan Carlos I.

Aunque la caída del rey emérito se ha precipitado en los últimos meses, algun día habrá que analizar a fondo en qué medida la afrenta de Felipe VI a Catalunya al apoyar la violencia policial en los hechos de octubre de 2017 fue la tumba de una institución que hay tiene un suspenso en su valoración y está cada vez más cuestionada.


(*) Periodista y director de El Nacional


https://www.elnacional.cat/es/editorial/jose-antich-fuga-juan-carlos_527745_102.html

¡Viva siempre el rey! / Jaime Peñafiel *

Me refiero a don Juan Carlos que será Rey hasta su muerte.

Quienes admirábamos y hasta queríamos al rey Emérito estamos muy tristes. Nunca, jamás, pensé que su hijo Felipe VI iba a ser capaz de atender la petición de Pedro Sánchez y Pablo Iglesias de actuar contra su padre.

Cierto es que nadie, ni Dios, pueden expulsar a un español del territorio nacional. Pero si obligarle a marcharse como ha hecho Felipe, presionado por el Presidente y el vice, ¿por el bien de la Institución? 

Yo diría que por el bien de lo que queda de la inexistente Familia Real, a quien Felipe VI , un joven sin empatía ni con la derecha ni con la izquierda aunque buena persona sin esfuerzo acaba de colocarla al borde del exilio. Y, en todo caso, en el principio del fin de la monarquía como quiere Sánchez e Iglesias.

El ex rey Farouk de Egipto cuando fue derrocado por el general Naguib pronunció unas proféticas palabras que he repetido sin cesar y que hoy , con la marcha del Rey Juan Carlos del país en el que ha reinado durante casi cuarenta años con un balance mas que positivo, empiezan a tener sentido: “No me importa haber perdido el trono porque, dentro de unos años, en Europa solo quedarán cinco reyes, los cuatro de la baraja y la reina de Inglaterra.” Por supuesto que Felipe VI ¡no! y mucho menos su hija Leonor.

Me sorprende que nadie haya preguntado ayer sobre el destino de la reina Sofía, esa sufridora esposa que ha tenido no uno sino cien motivos para divorciarse. Se decía que no lo hacía  por estar enamorada de su esposo. 

Yo pregunto ¿donde se encuentra en estos momentos? Por supuesto que no acompañando a su todavía esposo “en la suerte y en la desgracia, en la salud y en la enfermedad hasta que la muerte nos separe”, como le dijo el oficiante cuando contrajo matrimonio en la catedral ortodoxa de Atenas. 

La muy egoísta se ha refugiado en el palacio de Marivent con su hija Elena  ¿para no presenciar como su hijo echaba a su padre de Zarzuela? ...  Puede. A diferencia de la reina Victoria Eugenia que siguió a su esposo el rey Alfonso XIII al exilio.

Saben ustedes, querido lectores, que es el cuarto Borbon que se ve obligado a marcharse si no al exilio si de España: el 17 de octubre de 1840 lo hacia la reina Maria Cristina; el 18 de septiembre de 1868 Isabel II y el 14 de abril de 1931, Alfonso XIII, el abuelo paterno del rey Juan Carlos.

¿Quién será el próximo?  No hay quinto malo.


(*) Periodista


El autoexilio de Juan Carlos I / José Antonio Zarzalejos *

No hay monarquía parlamentaria en un país democrático como España que pueda soportar sin daño institucional el comportamiento del rey Juan Carlos, emérito por abdicación desde el mes de junio de 2014. Desde entonces, el Rey-padre ha sido un constante dolor de cabeza para su sucesor y un factor de erosión de la Corona, algo que ha terminado por derivar en su marcha del país. De manera cíclica, informaciones de solvencia le han vinculado con una relación sentimental por completo inadecuada con Corina Larsen

De esa vinculación se han derivado unas relaciones pecuniarias peligrosas que remiten a operaciones de 'lobby' en el comercio exterior de empresas españolas, beneficios opacos en forma de presuntas comisiones y la extraordinaria manipulación de la figura de su hijo, Felipe VI, que ya en una nota contundente, renunció, por sí y en nombre de su hija, la princesa de Asturias, a la herencia que podría corresponderle tras conocer que figuraba como beneficiario de los fondos depositados en Suiza y procedentes de Arabia Saudí, parte de los cuales habrían sido destinados a retribuir a la otrora amante del Rey abdicado.

Felipe VI ha actuado con la responsabilidad que prometió hacerlo cuando fue proclamado, en junio de 2014, rey de España ante las Cortes Generales. Estos casi seis años de reinado han sido un 'continuum' de decisiones del jefe del Estado que han ratificado su propósito de renovar la Corona y situarla en los más altos estándares de reputación y respetabilidad. 

Para ello, redujo la dimensión de la familia real (los Reyes, sus padres y sus dos hijas); revocó el título ducal de Palma a su hermana la infanta Cristina (que, tozudamente, sigue sin renunciar a los derechos sucesorios, un gesto simbólico pero significativo cuando su marido cumple condena); suprimió los actos de rehabilitación de su padre previstos para 2018 en coincidencia con la celebración del 40º aniversario de la Constitución, e impulsó a don Juan Carlos a abandonar, en junio de 2019, toda actividad pública en representación de la Corona.

Tras conocerse las fechorías económicas de Juan Carlos I, que podrían derivar en actuaciones judiciales de naturaleza penal ante la Sala Segunda del Supremo, Felipe VI renuncia a la herencia de su padre que pudiera corresponderle —también la renuncia alcanza a la princesa de Asturias— y le retira la asignación económica que libremente le atribuía y que alcanzaba la cifra de 194.000 euros anuales. Sin embargo, no es suficiente. 

Salvo para los monárquicos que creen que los indudables méritos del Rey emérito enjugan sus desatinos actuales, es muy posible que los ciudadanos reclamen una mayor contundencia. El Rey emérito debería dejar de utilizar las instalaciones que corresponden a la Corona y pertenecen al Patrimonio Nacional y, manteniéndose a disposición de la Justicia, retirarse a vivir a un país europeo que sirva como expresión indudable de que no empleará su posición para evitar las responsabilidades —institucionales y políticas, y acaso penales— en que haya podido incurrir.

Esa fue la decisión —por motivos bien diferentes, pero conforme a un guion de respeto a la institución— del abdicado rey británico Eduardo VIII (11 de diciembre de 1936) que, al casarse con Wallis Simpson, no se atuvo a las normas de la dinastía. Abandonó el Reino Unido, desempeñó algunos cargos de remota relevancia y terminó sus días en Francia. Era un estorbo para la monarquía británica y actuó en consecuencia. Murió en el retiro, en Francia. La misma dinastía Windsor acaba de aplicar un protocolo implacable al príncipe Harry, nieto de la reina Isabel, al que se le priva de su tratamiento y se le retira la asignación presupuestaria. De inmediato, se desplazará a vivir una parte importante del año a otro país.

La decisión del rey Felipe ha sido la debida. Y la nota de su Casa debe leerse con atención, porque pone en evidencia el doble juego del rey Juan Carlos, al ocultar a su hijo el manejo de su nombre en la fundación nutrida con fondos opacos. Se trata de una conducta que indigna por irresponsable y que requiere un paso más: que Juan Carlos I se retire a un autoexilio para que su presencia, por escasa que sea, no sombree las actividades de la Corona y que evite su disfrute de inmuebles, vehículos y servicios de la Zarzuela. Aquellos que hacemos profesión de fe en la monarquía parlamentaria hemos de ser exigentes por completo, porque el sostenimiento de la Jefatura del Estado, su forma monárquica, está en juego.

Se inicia, además, un juicio político sumarísimo contra el rey Juan Carlos que podría ser también judicial y que trataría, por evidentes intereses ideológicos, de salpicar a Felipe VI y acentuar así la crisis sistémica que padece nuestro sistema constitucional. Juan Carlos I lo apadrinó y lo impulsó. Pero esa autoría histórica no le da derecho a la frivolidad de deteriorarlo con una conducta incalificable. Si se va a otro país, le haría a su hijo un favor y, acaso, lograría rescatar la Corona de la crisis se le viene encima.


 (*) Periodista


Por su interés, El Confidencial vuelve a publicar esta columna fechada el 16/03/2020

Don Juan Carlos ante la historia / Fernando G. Urbaneja *

La bibliografía sobre Juan Carlos de Borbón es extensa e intensa, no son pocos los historiadores de fuste que han investigado la vida y avatares del que ha sido cabeza del Reino de España durante cuarenta años, con un balance de desempeño que resiste a su favor cualquier comparación. 

A todos esos textos de historia y biografía, incluidos los más banales, les falta añadir un muy penoso último capítulo. La salida del anterior Rey del recinto de la Zarzuela era inevitable, la cuestión es determinar cuándo, cómo y dónde. Una decisión que tenía que tomar una persona de 82 años, sometido a presión y soledad desoladoras, bajo la carga de unas responsabilidades que arruinan su trayectoria personal y su propia autoestima.

Por un lado está la sensación de la maldición de los Borbones para vivir en el exilio, aunque no podemos considerar a Don Juan Carlos como exiliado ya que nadie le priva de nacionalidad y derechos individuales (no de todos). La realidad es que abandona España sin precisar destino, solo y  con el compromiso de responder a las demandas de la justicia. 

Su padre vivió en el exilio muchos años, su abuelo se fue al exilio, su bisabuelo vino del exilio, su tatarabuela murió exiliada en Paris y el antecesor, el nefando Fernando VII, también abandonó España medio forzado y medio encantado. Todo ello forma parte de la historia de España y de sus dirigentes.

La decisión de irse de España tiene más carácter simbólico que efectivo y evidencia una soledad desoladora. Don Juan Carlos está en la historia, su relevancia actual es nula, salvo lo que significa rendir cuentas y pagar un precio por sus errores (y por sus aciertos). 

Su suerte no es muy distinta de la que han tenido jefes de gobierno o de estado europeos en fechas recientes, del canciller Kohl, al primer ministro Craxi, de las peripecias de Chirac a las de Berlusconi, del Presidente Nixon a lo que ocurra con Trump.

Las decisiones relevantes del caso Don Juan Caros fueron la abdicación hace cinco años y su punto final como representanta oficial o oficioso de España hace un año y la retirada de la retribución del Estado hace meses. Solo faltaba el desahucio de la Zarzuela. Las anteriores decisiones fueron más relevantes que la conocida ahora de salir de España, aunque esta sea muy simbólica.

Algunos tratarán de extraer consecuencias políticas de esta decisión pero tienen pocas posibilidades de lograr más recorrido político que ruido en los programas de entretenimiento muy necesitados de combustible a comienzos de agosto. Ante la historia la figura de Juan Carlos es sobresaliente por una trayectoria en la que los aciertos y contribuciones a la prosperidad de España son evidentes y están documentados. 

La recta final es desoladora por su propia irresponsabilidad, acentuada por unas compañías locales e internacionales nada recomendables que le han llevado a la ruina moral. Una historia final en la que no están exentos de responsabilidad  los gobiernos que no cumplieron con el deber de proteger al Jefe del Estado de sus propios extravíos.

Ahora toca que la fiscalía del Supremo y el tribunal competente desentrañen las actuaciones de Don Juan Carlos y las de sus acusadores-chantajistas para ir colocando a cada cual en su sitio. En esta historia varios "aprendices de brujos" han jugado a ser más listos en defensa de sus intereses y pueden salir perjudicados por su falta de juicio.


(*) Periodista y politólgo



jueves, 9 de julio de 2020

Todo estaba planeado / Guillermo Herrera *

Sabemos que el reinicio financiero mundial estaba planeado hace mucho tiempo, pero lo que no sabemos es que también estaba planeado hace diez años, justo lo contrario del Reseteo, que es la plaga que está sufriendo la humanidad actualmente. También “sabemos que todos nos originamos de Dios, pero el mundo entero yace en poder del inicuo”. Los buenos hacen sus planes libertadores, y los malos también hacen los suyos para tratar de sabotear la liberación de la humanidad y hacernos la puñeta.

Muchos me preguntarán ¿cómo casa este plan oscuro con el comienzo del reinicio financiero mundial en EEUU que anuncié? y del que hasta ayer no hay grandes novedades porque todo se desarrolla en secreto. Mañana espero hablar del tema otra vez.

Primero hay que ser consciente de que no se ha acabado la guerra entre el bien y el mal, sino que se está librando entre bambalinas en este momento preciso, y que aunque está ganando el bando positivo todavía le quedan algunos cartuchos a los malos que no están dudando en usar aplicando su estrategia de tierra quemada, aunque perezcan en el intento. La bestia está herida, pero no muerta, y sigue dando coletazos. Esto explica el secreto bélico de todo.

HIPÓTESIS

El presidente de Ghana Nana Akufo-Addo ha planteado una hipótesis y ha presentado un artículo del año 2010 de la Fundación Rockefeller, llamado “Locksetp Rockefeller 2010” donde expone minuciosamente un plan a desarrollar a partir de una enfermedad creada artificialmente y cada una de las fases que se pondrán en marcha.

Cualquier parecido con la realidad es mera coincidencia. Piensen que se trata de una casualidad para no pensar mal de nadie, y evitar la censura. Ésta es posiblemente la hipótesis más coincidente de un plan gestado minuciosamente ya años atrás por parte de los globalistas, pero está claro que hay muchas casualidades en el mundo y no se puede culpar a nadie sin pruebas.

El documento presenta una hipótesis de un brote mundial simulado, pasos requeridos, distintas fases, calendario general y resultados previstos. Habla de crear un agente infeccioso muy contagioso, pero con un índice de mortalidad muy bajo que se ajuste al plan necesario.

LA CEPA

Se trata de una cepa híbrida de investigación del SARS y del VIH en el laboratorio de clase cuatro del Fuerte Detrick, del 2008 al 2013, como parte de un proyecto de investigación para descubrir por qué el patógeno se extendió masivamente en murciélagos, pero raras veces infecta al ser humano. Esto explica las cuatro inserciones del VIH como clave para infectar al humano receptor.

La hipótesis habla de crear una versión militarizada del bicho con un índice de mortalidad mucho más alto del que conocemos, con un plan de respaldo, lista para ser esparcida en la fase tres en caso de necesidad. La cepa híbrida se llamaría SARS/VIH/MERS, es decir, síndrome respiratorio de Oriente Medio Tibrid militarizado, creada en 2015 en el laboratorio clase cuatro del Fuerte Detrick.

Transportaron la cepa de investigación a otro laboratorio de clase cuatro, que es el Laboratorio Nacional de Microbiología en Winnipeg, Canadá y montaron su robo por China para su ingreso por contrabando a ese país asiático, y llegó al único laboratorio de clase cuatro que hay en China, el famoso Instituto de Virología de Wuham para agregar una denegación plausible, y para ayudar a concretar la narrativa pública de respaldo para usarla en caso de necesidad.

NARRATIVA OFICIAL

La narrativa principal sería que el agente infeccioso es natural, pero la narrativa de respaldo sería que fue creado por China y esparcido por accidente. Por eso hablaron de accidente para seguir el plan.

El siguiente paso sería financiar a los portavoces Fauci, Tedros y Birx, y a cuatro agencias mundiales de tres o cuatro letras que se suponen que protegen nuestra salud, porque estarían dirigidas por “santos barones incorruptibles”, y formarían parte de la intervención antes del esparcimiento del agente infeccioso para controlar la narrativa durante todo el operativo.

El siguiente movimiento que plantea esta hipótesis sería crear y financiar el desarrollo de una vacuna y un plan de aplicación, para que se pueda desplegar a nivel mundial, dentro del plan de acción de vacunación mundial del señor ‘Puertas’.

También plantea la creación y financiación de los protocolos de verificación y certificación de vacunaciones mediante una identidad digital para imponer a la fuerza un programa de vacunación tras promulgar un despliegue obligatorio llamado ID2020. Se trataría de simular la hipótesis ‘Lockstep’, justo antes del esparcimiento coordinado de la cepa, usando un ejercicio de vida real como un último juego de guerra para determinar los resultados previstos.

El siguiente paso sería liberar la cepa de investigación en el Instituto chino y luego culpar del hecho a un chivo expiatorio natural como narrativa preferente, que fue el mercado de animales de dicha ciudad china en noviembre de 2019.

ASÍ EMPEZÓ

Al principio se trataba de minimizar la posibilidad de contagio humano durante el mayor tiempo posible con el fin de permitir la difusión del patógeno a nivel mundial antes de que ningún país decidiera entrar en cuarentena para detener la infección, tal y como ordenó la “organización mundial de la enfermedad”.

Una vez que el país desarrolle su infección interna la hipótesis prevé reducir los vuelos externos pero mantener el contagio interno el mayor tiempo posible. Una vez que se infecten suficientes personas dentro de cada país, se trataría de promulgar un aislamiento forzoso en esa zona y expandir lentamente las zonas de confinamiento.

La hipótesis plantea exagerar el índice de mortalidad relacionado con la cepa a decesos que no tienen nada que ver con el bicho, para inflar las estadísticas, con el fin de mantener al máximo el miedo y la obediencia ciega.

Opina el presidente de Ghana que los chinos no se equivocaron ni engañaron con sus cifras de víctimas sino que informaron de los números correctos, pero esta cosa se creó para llevar a cabo un plan de despoblación. Por eso el doctor Fauci se presentó y dijo con seguridad que habría 200.000 decesos.

OBJETIVOS

Se trataría de mantener a la gente en cuarentena el mayor tiempo posible para destruir la economía de esa zona, crear disturbios civiles, romper la cadena de abastecimiento y provocar escasez de alimentos. Por añadidura, el ‘confitamiento’ produciría el debilitamiento del sistema inmunitario de la gente por falta de interacción con otras personas o bacterias del mundo exterior que mantienen activo al sistema inmunitario. Es lo que se llama la “inmunidad social”.

Esto nos vuelve vulnerables a otras enfermedades, por mucha vitamina C que tomemos. Por eso debemos salir al aire libre e integrarnos con la naturaleza para que se activen nuestras defensas naturales.

Otro objetivo de este plan sería invalidar y atacar cualquier tratamiento eficaz para seguir diciendo que sólo es viable una cura para combatir esta enfermedad, la vacuna obligatoria. También se pretende continuar la extensión de la cuarentena una y otra vez en intervalos de dos semanas causando que más y más gente proteste y se rebele.

Al final este plan pretende culminar la primera fase de la cuarentena una vez que haya suficiente oposición por parte de la población en junio de 2020, tal y como ha ocurrido ya, y declarar que todavía es muy pronto para acabar con el aislamiento pero que se hará de igual manera.

REPRESIÓN

Una vez que la población vuelva a la normalidad se trataría de esperar unas cuantas semanas y luego continuar exagerando el índice de mortalidad de la cepa en agosto o septiembre de 2020, y combinar eso con el aumento de defunciones por enfermedades normales que se producirían a un índice más alto de lo normal por tener un sistema inmunitario debilitado por el encierro, con el fin de crear más miedo que justifique la segunda fase de la cuarentena que quieren promulgar en octubre o noviembre de 2020 a un nivel mucho más alto.

Con ello se pretendería culpar a los manifestantes y a los disidentes como nosotros, que no confiamos en los gobiernos, por el aumento de la segunda ola de supuestos contagios. Con ello aumentarían los castigos por incumplimiento de las restricciones y se sustituirían las multas por la cárcel. Tratarían de encerrar a todos los disidentes como hacen en China, o como hicieron los rusos en la época de Stalin.

El plan prevé prohibir cualquier tipo de viaje que no sea esencial, aumentar los puntos de control policial, utilizar al Ejército para el control de la población, y aumentar el rastreo de la población mediante aplicaciones informáticas obligatorias que acaben con la privacidad, asumir el control del abastecimiento de alimentos y de gasolina, y provocar escasez a gran escala. De este modo la población sólo podrá acceder a los servicios básicos esenciales únicamente si se les concede un permiso para ello.

SEGUNDA FASE

La segunda fase de la cuarentena se pretende mantener durante mucho más tiempo que la primera para continuar con la destrucción de la economía mundial, seguir deteriorando la cadena de abastecimiento y aumentar la escasez de comida.

Reprimirían toda la indignación pública, mediante el uso de medidas extremas, y tratarían de declarar a cualquiera que no acate las normas como enemigo público número uno, que sólo desea el contagio de la población, ante aquellos que sí están dispuestos a someterse.

Después de una segunda fase extensa de seis meses o más se pretende desplegar el programa de vacunación y certificación y hacerlo obligatorio para todos, dando acceso prioritario a aquellas personas que acataron desde el principio y se tragaron la versión oficial sin ningún tipo de duda.

También se pretende dividir a la población haciendo que aquellos que estén a favor del gobierno ataquen a los que estén en contra, declaren que son una amenaza a la sociedad, y los culpen de ser la causa de todos los problemas. Vecino contra vecino. Hermano contra hermano.

Dirán constantemente que no podemos volver a la normalidad hasta que todo el mundo se inyecte la vacuna, y que la gente que se niega está poniendo en peligro nuestro modo de vida y por lo tanto son el enemigo a abatir.

DICTADURA

Si la mayoría de la gente estuviera a favor de este plan se introduciría un nuevo sistema de dictadura llamada “la nueva normalidad” y se permitiría la represión de todas las personas que desafíen las limitaciones de trabajo, viaje y vida.

Si la mayoría de la gente estuviera en contra de este plan y no acatara la represión, entonces se pasaría a la tercera fase consistente en esparcir la cepa híbrida militarizada, con una letalidad de más del 30% como un último susto que empuje a la minoría disidente a convertirse rápidamente en la mayoría conformista y reprocharles “te lo dije” a los que no hicieron caso.

Se pretendería introducir un nuevo modelo de economía o una versión negativa del reinicio financiero mediante un sistema de criptomoneda que utiliza datos de la actividad corporal, y que es la patente de Microsoft 060606, que está basado en el comportamiento humano y en su disposición a someterse al sistema.

También se pretendería utilizar bienes esenciales como agua, comida y vivienda como un arma de cumplimiento de un nuevo sistema económico dictatorial. Haz lo que te ordenamos y tendrás una recompensa de créditos sociales y mayor acceso a las cosas necesarias para sobrevivir, como ya ocurre en China. Si no lo hacen serán sancionados.

CONCLUSIÓN

Esto es lo que tienen planeado y la pregunta del millón es si ¿tendrán éxito los malos? Yo estoy seguro de que no lo tendrán porque nadie podrá ganar mientras tengamos al Creador de nuestra parte, y la Alianza para la Tierra está poniendo toda la carne en el asador para frustrar estos planes malvados, pero nos seguirán dando la murga hasta que se consiga la victoria, y es necesario que la gente conozca esta información para que se despierte.

Todos los que digan que esto es una “teoría de la conspiración” pueden descargar el documento original en los enlaces que coloco en mi blog antes de que los eliminen:




(*) Periodista

domingo, 19 de abril de 2020

El tenista ruso Marat Safin cree que el coronavirus se creó para introducir chips en la población


MOSCÚ.- El extenista ruso Marat Safin, número del uno del mundo entre 2000 y 2001, ha asegurado que la situación actual de pandemia de coronavirus estaba “preparada” por hombres poderosos para poder instalar microchips en los seres humanos a través de las “vacunas”, y ha advertido que estamos entrando en “un nuevo orden mundial”.

“Creo que los microchips ya no estarán en los teléfonos, sino en implantes a través de las vacunas. Todo está en internet, no estoy diciendo nada nuevo“, señaló en una entrevista a la web rusa Sports.ru a través de Instagram. “Es una situación preparada”, añadió.
Así, consideró que el objetivo final es “la implantación de chips“. “Todo estaba preparado. En 2015, Bill Gates dijo que tendríamos una epidemia, luego una pandemia, que nuestro próximo enemigo era un virus, no una guerra nuclear. Luego realizaron una simulación en el Foro de Davos dos semanas antes de que el virus fuera conocido en el mundo. Mostraron cómo iría todo esto. No creo que Bill Gates sea adivino, simplemente lo sabía, y todos se estaban preparando”, aseguró.
“¿Por qué comienza el 5G? Luego se introducirán los nanochips. Mira lo que está pasando a nuestro alrededor. La gente está en pánico, como debe estar”, dijo. “El 5G no es bueno para la salud humana. Si lo ponen en todas las ciudades, puede perjudicarnos”, continuó.
El ruso, que lideró el ranking ATP durante nueve semanas entre finales de 2000 y principios de 2001, se encuentra actualmente en Moscú después de abandonar España tras decretarse el estado de alarma. 
“Estaba en España, pero el 16 -de marzo- decidí mudarme aquí. Impusieron el estado de alarma, ya era imposible; estuve allí durante una semana y decidí que debía irme”, explicó.
Sobre su teoría de la conspiración, Safin aseguró que existen “hombres más fuertes” que Putin, Merkel y Trump, que son “los dueños del dinero, los dueños del mundo” y los que están dirigiendo esta situación. 
“¿Por qué deberían ser famosos? No tienen publicidad. Los Rothschild y los Rockefellers son los que están a la vista, pero hay quienes les respaldan. Puedes llamarles como quieras: masones, Illuminati, lo que sea. Todo esto se sabe. El Club de los 300, el Club de Roma”, subrayó.
El tenista moscovita cree que ahora viviremos “de manera diferente”. 
“Es el nuevo orden mundial. Creo que muchos han escuchado esto, puedes leer libros al respecto: Henry Kissinger, Brzezinski… Todo se describe allí”, dijo. 
“Ya estamos siendo observados. Vas a YouTube e inmediatamente, te recomienda cosas para ver, en Netflix lo mismo. Todo se personaliza y crees que eliges tú”, prosiguió.
Además, “poco probable” evitarlo. “No podrás volar a ningún lado, no obtendrás una visa, no podrás asegurarte. Podrán bloquear el dinero. Por cierto, en Nueva York el efectivo ya se ha cancelado, en las tiendas solo se puede pagar con una tarjeta. Habrá dinero virtual”, concluyó.

domingo, 12 de abril de 2020

José Manuel Sánchez-Vizcaino, catedrático de Sanidad Animal: «La afectividad española es un paraíso para este mecanismo de contagio»


MURCIA.- Catedrático de Sanidad Animal en la Universidad Complutense, director y fundador del primer laboratorio de alta seguridad biológica en España y científico puntual en investigaciones que han servido para la erradicación de peligrosas enfermedades animales, como la peste africana, la peste porcina clásica y la gripe aviar, José Manuel Sanchez-Vizcaino (Murcia 1951), recibió hace apenas unos meses 10 millones de euros de la Comisión Europea para liderar un centenar de científicos en la búsqueda de una vacuna que erradique la peste porcina africana. Doctor honoris causa por la Universidad de Murcia, es experto en pandemias, virología, medicina preventiva e inmunidad y reivindica el concepto de “one health” (una sola salud) para poner el acento en la irremediable conexión entre animales, personas y medio ambiente ante la lucha contra cualquier nueva epidemia. Lo entrevista hoy La Verdad, donde entre otras cosas, dice lo siguiente:

-Nos enfrentamos a la mayor pandemia por virus procedente de animales a humanos del siglo XXI…

-El SARS fue mucho más fácil; él mismo se autoacabó, el mecanismo y la capacidad de difusión eran diferentes. Pero en realidad todos más o menos de la misma familia; con pequeñas o grandes variaciones, pero todos vienen un tronco común. Estamos viendo ya desde hace muchos años que el patrón se va repitiendo, hay unos programas de investigación en los que participo en los que intentamos ver si podemos predecir cuál sería el próximo salto. No hay que olvidar que más del 70% de las enfermedades zoonóticas (afectan a la especie humana) tienen su origen en animales. Todas esas enfermedades no se producen por virus desconocidos; son virus que estaban en especies animales, o habían estado en contacto con la especie humana. Muchos de estos virus están ligados a murciélagos, y el crecimiento de la población humana y animal va haciendo que lleguemos a zonas vírgenes. Cuando se montan, por ejemplo, explotaciones en zonas vírgenes, nadie se da cuenta de que hay población animal cerca, no se le da importancia a los murciélagos porque, entre otras cosas, no se ven con facilidad. Lo que estamos intentando ver podríamos predecir las próximas pandemias. En todas ellas, el primer paso de anticipación del sistema es siempre en animales, y después llegan los humanos.

-La gravedad está en la elevada letalidad del coronavirus…

-Lo que se sabía desde el principio, pero además desde bien principio -porque tanto los chinos como los coreanos han hecho un trabajo excelente y lo han divulgado muy bien- es que este virus tiene una gran afinidad y agresividad por las personas mayores. Se sabía que la diana era la gente mayor, y que entre los jóvenes algunos podían ser incluso asintomáticos. Esas publicaciones estaban, con lo cual se tenía que haber dicho: “Vamos a proteger a la especia que va a tener la mayoría de la mortalidad”. Desgraciadamente aquí en eso hemos llegado bastante tarde.

-La elevada tasa de mortalidad en España, ¿se explica por lo ocurrido en las residencias y por el hecho de que la población esté más envejecida?

-Se explica por varias razones. Los veterinarios, cuando vamos a trabajar el control de una enfermedad, hacemos hincapié en la medicina preventiva, que es la mejor herramienta que tenemos. Cuando vamos a trabajar en cualquier país, tenemos que valorar que cada escenario tiene sus peculiaridades. Y España, junto con Italia, y algo menos Francia, somos países que nos queremos mucho desde el punto de vista afectivo. Es decir, que estamos muy en contacto, nos abrazamos, nos besamos, hablamos mucho y alto, y a veces, todos a la vez… esa afectividad, para el mecanismo de contagio de esta enfermedad, es un paraíso. Favorecemos las vías de propagación en dosis importantes, nos abrazamos, somos cariñosos, y es algo a tener en cuenta cuando se organiza un programa de contingencia… Es algo que la gente Alemania no entiende; piensan que no somos cuidadosos, y no es verdad. Eso se suma a que al principio la información que se recibía era demasiado tranquilizadora…si vemos las hemerotecas se nos ponen los pelos de punta. Además hay un porcentaje de asintomáticos importante. Todo eso ha favorecido que la enfermedad esté muy extendida y, sobre todo, que la hayamos dejado entrar a los círculos de nuestros enfermos diana. Eso es lo que más tristeza y dolor me produce.

-¿No debería haberse puesto en marcha desde el principio un plan de contingencia en las residencias?

-Hubiera sido vital. Las cifras de mortalidad en España de nuestros mayores han sido tremendas, y además en unas condiciones horrorosas de separación de sus familias. Ha sido
verdaderamente triste. Al igual que ver a profesionales que han estado cuidándolos, la clase médica, las enfermeras, celadores… Gente que con muy pocos medios, y sin equipos de protección adecuada o de baja calidad, han estado ahí. Son héroes y con ellos la enfermedad también se ha cebado. Todo esto que está ocurriendo, aunque parezca que no, era totalmente previsible.

-Pues está siendo precisamente los flancos más vulnerables de la pandemia, las residencias de mayores y la precaria protección a disposición de los sanitarios…

-También el diagnostico. Estamos haciendo un gran trabajo de diagnostico muy temprano con la PCR, que detecta si tienes virus en garganta, lo cual es importantísimo para saber que estás infectado y que tienes capacidad de contagiar. Pero hay otros test que nos hubieran ayudado muchísimo, y que por fin ahora parece que vamos a usar, que son los anticuerpos, y que te van a decir si tú has estado ya en contacto con el virus o no, y si tu tasa de anticuerpos es suficientemente buena para que estés inmune. Estoy totalmente convencido de que cuenta se hagan esos test tendremos una buena noticia. Yo creo que este virus viene circulando desde enero, y que por lo tanto, hay muchísima gente que ha pasado la enfermedad, muchos asintomáticamente, lo cual ha sido malo porque han podido contagiar a otros: pero la inmunidad, de la población en su conjunto, será elevada. Vamos a encontrarnos cifras elevadas de gente protegida.

-¿Cree que pueden alcanzar los siete millones de personas en España, como se ha dicho?

-Si, entre siete y ocho millones; es lo que indican los modelos epidemiológicos, pero no están
hechos con datos reales.

- ¿Qué le parece la idea de las llamadas “arcas de Noé” para aislar a los contagiados?

-Lo primero que tenemos que hacer es el test. Hay muchos virus en los que, para que una
batalla como esta se pueda ganar, necesitamos porcentajes de población inmune. Es como si el virus estuviera disparando, pero tuvieras mucha gente con escudo que rechazaría la infección. Tenemos que esperar a tener ese dato para aplicarlo de la mejor manera posible. Veremos si hay los porcentajes de inmunización necesarios para que realmente sea un escudo para rebajar los confinamientos.

- ¿Cuál es ese porcentaje?

-Pues depende de los virus, varía mucho; pero sabrás en qué nucleos y regiones hay mayor
porcentaje, menos… y nos permitirá manejarnos. Si tuviéramos una proporción rondando el 60% - 70 % estaríamos en unas condiciones ideales de hacer manejos; incluso de dar certificados a las personas que estén protegidas para que puedan moverse con tranquilidad. Sin duda ese análisis global de anticuerpos tenemos que tenerlo. En medicina preventiva veterinaria se usa mucho. Es vital.

-¿Y por qué no se ha hecho antes entonces?

-En este plan de contingencia, la pandemia se ha abordado por pasos, y no de forma global. En otros países tienen un vínculo más cercano entre la investigación y la industria y se transfiere la tecnología con más facilidad. En España tenemos varios laboratorios que tienen un test muy avanzado. Levantar medidas de confinamiento de golpe, sin conocer el estado inmunitario de población, podría producir un efecto rebote, aunque guardando las medidas de prevención adecuadas y aceptando que tenemos un población inmune importante, creo que todo irá bien.

-¿Teme un rebrote en otoño, como pronostican muchos?

-Tendríamos que evitarlo, pero yo creo que no va a ser así. Las cifras que se manejan de cómo ha circulado el virus, a qué velocidad y la población joven a la que ha afectado dan la sensación de que tenemos una población inmune elevada. Pero ese dato sería bueno tenerlo confirmado con los test de anticuerpos sobre alguna población.

-La vacuna ¿llegará a tiempo?

-Yo creo que en esta enfermedad se va a conseguir, la respuesta inmune está clara, y la vacuna será eficaz, hay ya varios prototipos muy prometedores. Otra cosa son los ensayos clínicos que demuestren que es apropiada para la especie humana, que no produce efectos secundarios, que no es problemática, saber la duración… y eso como mínimo 12 o 18 meses no nos los quita nadie.

- Llama la atención la ausencia de veterinarios en el Comité científico español del Covid-19…

-Quizá no conocen nuestro trabajo. Pero estamos ayudando mucho en diagnostico. Tanto en
mi casa primera, en el laboratorio del CISA en Valdeolmos Madrid (nivel de bioseguridad 3 y 3+), que fui su director fundacional desde 1992 hasta 2002, como en nuestro centro Visavet de la Facultad de Veterinaria, donde tenemos otro laboratorio de nivel 3, estamos ayudando a la Comunidad de Madrid a hacer diagnósticos por PCR, Aunque es cierto que también podríamos haber aportado mucha ayuda como epidemiólogos y conocedores de estos virus en la elaboración y seguimiento. Quizá podríamos haber aportado mucha ayuda, epidemiólogos u conocedores de estos virus en cómo enfocar un plan de contingencia.

-Hemos asistido a otro salto: el virus ha ido del mercado de Wuhan a un ser humano y parece que de ahí a dos gatos y a una tigresa en un zoo del Bronx…La salud de las personas está estrechamente conectada con la de los animales, son interdependientes… 

-El mundo animal y el humano está unidos, lo mismo que el medio ambiente. Todas las epidemias han tenido una amplificación previa, antes que en los humanos, en los animales. La monitorización sobre la vida animal pude prever las pandemias humanas. Tenemos que trabajar en equipo.

-Es el concepto de una sola salud, “one health”…

-Desde la OMS, la OIE, la UE…., coincidimos en que todo está unido. La cuestión medioambiental, la sanitaria, para hacer un programa global de contingencia. Son tres patas, y no debe quedar ninguna fuera: la ambiental, la sanidad animal y la humana.

-La crisis, ¿plantea un antes y un después en la convivencia entre hombres y animales?

-Espero que sí. China debe aprender de esto, ya han sido avisados en varias ocasiones y no han tomado medida. Si quieres entender algo de epidemiología primero tienes que entender el escenario. Los chinos son muy dados a tomas alimentos exóticos, les encantan, y ya han tenido problemas. Cortar una costumbre es muy difícil, cambiar una cultura, una tradición….te responden que llevan toda la vida haciéndolo. Lo que sí pueden hacer es incrementar la vigilancia sanitaria sobre estas especies que utilizan para la alimentación y no son regladas. Yo creo que en esta ocasión China ha aprendido la lección. No creo que cambien su costumbre de comer esos animales, pero sí habrá una vigilancia sanitaria y veterinaria importante.

-La epidemia nos ha recordado la necesidad de investigar más en técnicas de diagnóstico.

Sin duda llevar a cabo técnicas de detección temprana para detectar la infección rápidamente tipo PCR son vitales hoy día, pero también las técnicas serológicas, la detección de anticuerpos para conocer el estado inmunitario de la población, el alcance de las personas infectadas y la inmunidad de la población, temas vitales para un buen control de una enfermedad. Lo que más echo en falta es que no siempre hay una estrecha relación entre la investigación y la industria, y ese paso hay que mejorarlo, enormemente, hay que hacer esfuerzos. Siempre decimos que somos estupendos en transferencia, pero la realidad es que cuando hemos tenido problema no lo hemos tenido cercano para la creación de esos kits de diagnóstico. En otros países, como en Corea, ha sido impresionante la velocidad con la que ha pasado de los laboratorios a la industria la creación de kits. Todo lo que hemos hecho en España ha sido a través de proyectos europeos. Cuando la investigación básica y de la industria están cercanas, es todo más sencillo. Una cosa es el prototipo y otra hacerlo industrial y luego testarlo. Si en esas tres etapas se trabaja de tú a tú, las cosas manan muy rápido. Al terminar la carrera hice la especialización en Estados Unidos, y allí lo tienen muy claro, es algo que tiene que ir rápido y estar más cercana.

-Siempre quiso dedicarse a estudiar los virus…

-De chiquitito tuve poliomielitis cuando todavía no había vacuna. Me infecté con una al año y medio, casi dos; y llevo con mi amigo el virus de la polio toda la vida. Entonces vivía en Murcia y mi padre, con otros compañeros y amigos crearon una especie de grupo y nos llevaban de hospital en hospital, viendo traumatólogos, tratamientos… En todos sitios oía: “qué pena pobre chico que no le haya llegado la vacuna a tiempo”. Yo escuchaba aquello, pero no entendía muy bien qué era eso de la vacuna. Ya con ocho o nueve años me cayó en las manos un libro de Louis Pasteur y me encantó conocer lo que había hecho, su vida…, con doce años decidí que quería trabajar como él; era quimico, pero trabajaba con animales, y me di cuenta de que si hacia Veterinaria podría aprender y avanzar mucho. Desde entonces siempre he estado ligado a las enfermedades víricas, y me encanta lo que hago. Empecé como virólogo y después hice la especialización en inmunología, y luego todo lo que es la epidemiología, modelos de control, preventivos, socioculturales…

- Los movimientos antivacunas le pondrán los pelos de punta…


-El éxito de las vacunas a la vez es un problema. Con el programa de vacunaciones infantil que tenemos en España, el éxito es grande, que la gente piensa que, como no hay enfermedad, para qué seguir vacunando. Se les mete en la cabeza que es un negocio de las multinacionales y no se dan cuenta de que en el momento en bajas la inmunidad de la población, entras en riesgo. Si dejamos de vacunas, como ha ocurrido con el sarampión, ayuda a que cualquier virus que llega con viajes, emigración ….entre. Hasta casos de polio, que me han dado una pena tremenda se han registrado. Cuando esos padres les tengan que explicar a un niño, que va a vivir toda la vida con la polio, con muchas dificultades, que había una vacuna y no se la quisiste poner, lo van a tener difícil. Si esto sigue adelante, en algún momento, el no vacunarse será punible, como conducir sin carné. No es solo tu decisión, puedes hacer daño a otro.

-Le he escuchado decir que peor que el virus puede ser el miedo….Esta vez ha sido un aliado….

-No había más remedio que pasar a ese estado. A principio de enero estaba todo superrelajado. Si lees las hemerotecas y ves lo que se decía y lo que se dice ahora, ves que no se valoré el peligro al que nos exponíamos, no se explicó claro. Y pasamos del “aquí no pasa nada” al caos y eso no es bueno.

jueves, 27 de febrero de 2020

Miguel Caballero: "El ciudadano no es consciente de que cada vez es más pobre"


MADRID.- ¿Cómo funciona Bitcoin y qué valor aporta a la sociedad? ¿Qué significa y cómo funciona Blockchain? ¿Cómo podemos aplicar la tokenización en nuestras empresas? 

El lector encontrará las respuestas en la obra del alicantino Miguel Caballero Franco, CEO de Tutellus, la mayor plataforma educativa online en habla hispana del mundo, titulada
Bitcoin, Blockchain y tokenización para inquietos.
¿Cómo funciona Bitcoin y qué valor aporta a la sociedad? ¿Qué significa y cómo funciona Blockchain? ¿Cómo podemos aplicar la tokenización en nuestras empresas?
Ese y otros interrogantes son los que el CEO y fundador de Tutellus, Miguel Caballero, trató de responder, en un nuevo libro llamado "Bitcoin, Blockchain y Tokenización para inquietos".
El libro "Bitcoin, Blockchain y Tokenización para inquietos" fue lanzado con una editorial a mediados de diciembre. Ya está disponible en diversas plataformas digitales y en más de 800 librerías en España y Latinoamérica.
Miguel explicó lo que lo llevó a escribir el libro: “Fue un reto personal debido a lo que estaba viendo en el mercado: cómo supuestos profesionales sin experiencia real en desarrollo de un producto descentralizado estaban sentando cátedra, muchas veces con errores básicos de concepto. La mejor manera de aportar valor a todo aquel que quería entrar en el sector era tratar de enseñarles desde dentro del ecosistema. El libro es una herramienta para que la gente que quiera entender de qué va Blockchain y sus derivadas lo haga desde una perspectiva de negocio, práctica y real”.
Luego contó algunos detalles de la experiencia al escribirlo: “Sinceramente me ha resultado más sencillo de lo que pensaba. En dos meses y dedicando alrededor de una hora al día -más tiempo en aviones- fue suficiente. Empecé a escribirlo en septiembre y en noviembre estaba en las manos de la editorial. Por otro lado, muchas de las cosas que cuento en el libro son experiencias reales con gente del ecosistema, con nombre y apellidos, por lo que estoy muy agradecido de citarles y hablar de sus respectivos proyectos.
Cuando se le preguntó si creía que hacía más educación financiera en España, respondió: “Hace falta mucha educación financiera. El ciudadano vive engañado, y lo más triste es que no se da cuenta. El ciudadano no es consciente de que cada vez es más pobre, debido -entre otras cosas- a la continua emisión de dinero desde los bancos centrales”. 
Luego añadió: “Muchos viven para cubrir los gastos que el propio sistema les ha impuesto. El ciudadano no se para a reflexionar sobre qué es el dinero y cómo puede trabajar buscando una libertad financiera. Mi libro pretende aportar un granito de arena en esta dirección, entendiendo este ecosistema desde una perspectiva histórica, filosófica, tecnológica y de negocios”.
También habló sobre la necesidad de educación vinculada temáticas de criptomonedas y blockchain. “Ya sabemos que los grandes poderes controlan los medios, y los mensajes que llegan al ciudadano al respecto son, como mínimo, de alarma y precaución. Hay que educar a la sociedad en las bondades de la descentralización y en las libertades individuales, y enfocar Bitcoin y Blockchain como instrumentos hacia una mayor libertad al alcance de nuestra mano”, subrayó.
Por otra parte, opinó: “La otra gran desconocida del sector es la tokenización. Durante el libro intento explicar las ventajas de la tokenización ilustrando procesos de tokenización, marcos de trabajo que yo mismo utilizo para tokenizar y finalmente expongo con todo detalle cómo realizamos el proceso de tokenización en Tutellus”.
El libro, en definitiva, pretende ayudar a cualquiera a enlazar puntos mentales y a comprender, en profundidad, este cambio de paradigma.
“Me gusta recordar que vivimos los primeros años en la historia de la humanidad en los que los ciudadanos somos capaces de capturar parte del valor que generamos con nuestros hábitos. Hasta ahora había sido imposible, y ese valor sólo lo capturaban las empresas o los Estados. ¡Qué tiempo para estar vivos!”, concluyó.



Sobre Miguel Caballero

Antiguo alumno de los Maristas, es Ingeniero Industrial y MBA por el IE Business School. Su vida ha estado ligada al emprendimiento tecnológico. Fue cofundador de Quoba, Neomedia y MET. 
Recibió en 2007 el premio al mejor Emprendedor del año (sector movilidad) por parte del Ministerio de Industria.
Durante 12 años estuvo centrado en desarrollo de tecnologías inalámbricas y en proyectos y servicios para la Administración Pública, llegando a conseguir una patente con reconocimiento internacional. Desde 2013 Miguel está centrado en Tutellus, una plataforma de educación online. 
En 2016 fue el impulsor de tutellus.io, una plataforma descentralizada y tokenizada de educación con Blockchain.
En 2018 lanzó un Máster en Blockchain orientado a negocios, y desde entonces Miguel sigue enfocado en la divulgación de la tecnología Blockchain.